OPINIÃO: Com “Vitória”, Record tem chances de recuperar sua dramaturgia

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Casal protagonista de “Vitória”

Estreou na noite desta segunda-feira (02), a nova novela da Record, “Vitória”. Outra tentativa da emissora de reerguer sua dramaturgia, que, desde 2011, vem capengando na audiência. Potencial, a trama mostrou ter, no entanto, há um ponto contra a novela: o horário de sua exibição.

A novela de Christianne Fridman, autora de sucessos como “Chamas da Vida” e “Vidas em Jogo”, se revelou bastante ágil, embora confusa. A trama apostou em um tema que tem feito bastante sucesso nas novelas atualmente: a vingança. “Insensato Coração” (2011), “Avenida Brasil” (2012) e “Amor à Vida” (2013) – todas da Globo – que o diga.

Repleta de romance e ação, o folhetim narra a história de Artur (Bruno Ferrari), que fora rejeitado pelo pai ao ficar paraplégico, quando caiu de seu cavalo, Ventania. Artur, anos depois é um homem rico, e está disposto a se vingar de Gregório (Antônio Grassi), que na verdade, não é seu pai. Para isto, ele seduz Diana (Thaís Melchior), filha do dono do jóquei, fazendo com que ela se apaixone por ele. Logo após, ele joga na cara de seu pai, que dormiu com Diana, para que ele pense que dormiu com a própria irmã.

A história central da trama, sem dúvidas, é arrebatadora. “Vitória”, além de tudo, tem uma ótima fotografia e belíssimas paisagens e cenários em Curaçao, no Caribe.

Vale parabenizar os envolvidos! O casal de protagonistas, vividos por Bruno Ferrari Thaís Melchior brilharam nas cenas de amor, e Bruno fez uma ótima sequência de cenas em que seu personagem revela para Gregório que dormiu com Diana. Beth Goulart estava impecável na pele da problemática Clarice. Outro que chamou atenção por sua atuação foi Antônio Grassi, que brilhou na pele de Gregório, que é um personagem dúbio. Os atores Juliana Silveira Marcos Pitombo também arrasaram na pele dos neonazistas Priscila e Paulão.

“Vitória” tem tudo pra dar certo, a não ser seu horário de exibição. A trama de Christianne Fridman bate de frente com “Em Família”, que, apesar de ser um sonífero em forma de telenovela, é a maior audiência da concorrência. Sem citar, é claro, que a Record também tem um grande problema no horário: “Rebelde”, do SBT. A trama mexicana vinha derrotando “Pecado Mortal” constantemente. A melhor saída seria antecipar a trama para as 20h30, ou voltar com a antiga faixa de novelas às 22h15, pois no horário que está, a trama tende a ir pelo mesmo caminho que a antecessora: o fracasso.

Não podemos deixar de citar que, “Vitória” estreou em um período conturbado, uma vez que daqui 10 dias ocorrerá a Copa do Mundo, e Globo e Band monopolizarão a audiência por serem as transmissoras do mundial de futebol.

Ignorando os contras, “Vitória” tem tudo para fazer com que a Record atinja os tão sonhados dois dígitos. História boa, boas interpretações, ótima fotografia e uma boa autora à frente dos textos. O que a emissora poderia fazer para ajudar era trocar a faixa horária de sua exibição.

AUDIÊNCIA PRÉVIA DO PRIMEIRO CAPÍTULO

A novela “Vitória”, da Record, estreou nesta segunda (02) com a pior média de uma estreia de novelas da emissora, em 10 anos. Exibida das 21h26 às 22h36, a trama registrou 6.9 (7) pontos com picos de 8.4 e ficou em terceira colocação. Na faixa horária, o SBT ficou na vice-liderança com 7.1 (7) e a Globo liderou com 28.6 (29) pontos.

E VOCÊ, O QUE ACHOU DO PRIMEIRO CAPÍTULO DE “VITÓRIA”?

“Caro leitor, vale lembrar que este artigo é uma coluna de opinião, em que o autor do texto expõe suas opiniões sobre o programa, e não uma matéria sobre o mesmo. Você pode compartilhar suas ideias, mas sempre respeitando a liberdade de expressão” — Att, FAROFATA.